Viajando sozinha Sozinha, viajando…

Antígua, 8 de maio de 2017 // Guatemala – parei de roer unha

Ontem foi meu último dia em San Marcos La Laguna, povoado à beira do lago Atitlán, situado nas terras altas da Guatemala. E QUE DIA! Acordei, já no albergue, depois de quase uma semana na casa de uma amiga, me sentindo energizada, com espaço ao meu redor, pra me movimentar, me conectar, bailar… No dia anterior, reencontrei Trent, meu eterno colega de dormitório e conheci Josephine – amizade à primeira vista. Nesta manhã espaçosa, nós três caminhamos até o Yoga Forest para uma manhã de dança e cacau. A facilitadora desse domingo nos convidou a invocar nossos espíritos guias (no meu entendimento: força motriz, intenção, propósito; e que pode se manifestar de tantas formas, em tantos arquétipos) e a permitir que eles permanecessem presentes durante a cerimônia pra que a expressão corporal/emocional acontecesse de forma autêntica. DANÇA MEDICINAL.

Eu sempre tive a pista de dança como espaço de cura mas por nunca ter dançado “profissionalmente” ou ter feito aulas de dança, nunca assumi o poder terapêutico da dança e sua importância na minha vida. ASSUMIR. RE-CLAMAR a potência do movimento livre/apaixonado do corpo: dança. Quando estou dançando me sinto no fluxo, o tempo passa rápido, o corpo se move do seu núcleo para fora e a sensação de agente dançante se dilui em suor.

Agora, me sinto transformada e me transformando, dona do meu próprio corpo dançante. Comprometida com meu corpo dançante, devota, apaixonada, emocionada, destemida, ousada; AH, O CORPO DANÇANTE…

Nesse domingo que passou, dancei por duas horas seguidas, sem me esconder. Dancei sozinha e em contato; dancei e urrei; sacudi e liberei emoções retidas; cutuquei feridas abertas, sensualizei, fui mulher e animal; dancei por dentro quando precisei descansar; observei a beleza ao meu redor, senti o quente nos músculos; deixei meu cotovelo, meu dedo mindinho, minha sobrancelha, a ponta do meu nariz dançarem, dancei no chão, no ar, no limbo. D A N C E I .

Em anexo, link para um poema (em inglês e, infelizmente, ainda sem legendas em português) sobre o dançar.

“We have come to be danced” por Jewel Mathieson

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Por Caru Lila

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