O Rio

 

Tempos muito intensos, tempos de pouco tempo…. para escrever no blog e postar. Tempos de muito tempo para me desafiar, observar e transmutar.

Semana passada participei do programa “Experience Week” da Ecovila Findhorn Foundation,  Dentre as diversas experiências, dinâmicas, e convivências que fizemos com o grupo de participantes, ir para o Rio Findhorn foi uma delas. Fomos convidados a caminhar em silêncio pelas margens do rio, e quem sabe encontrar um lugar confortável para contemplar a natureza selvagem do lugar.

Eu acabei em poucos passos encontrando um lugar onde as águas do rio faziam uma grande e larga curva e onde o rio super largo sofria um drástico afunilamento entre lindas paredes de pedras.

Sem querer me alongar muito mais em descrever a experiência, corto a explicação da razão e apresento o resultado das emoções:

Rio e pedras
Rio Findhorn. Foto por: Ju_nas.mares

 

Amo todos os movimentos que a água é capaz de fazer! Gira, corre, rodopia, dá cambalhota, salta. Sai de cima, mergulha fundo, ressurge mais a frente, borbulha. A água é totalmente flexível, maleável, hábil para se movimentar. Queria eu ser como a água, queria dançar como ela, livre, forte, rápida, lenta, gentil.

Imagem que veio na cabeça na hora. Por: Ju_nas.mares

 

Mas espere aí, sou um ser humano, seres humanos são 70% água em massa e em número de moléculas somos 99% H2O! Deve ter um jeito de chegar lá!

Tenho que ter paciência. A água não consegue fazer todos esses movimentos a qualquer momento, em qualquer lugar. Ela precisa ser guiada, e seus guias são diversos. Algumas vezes seus guias são as margens, que limitam sua expansão, mas as faz fluir rápido, ao mesmo tempo que lhe dão direção. Outras vezes seus guias são obstáculos, pedras e troncos que as faz rodopiar, saltar, arejar. Algumas vezes seus guias fazem ela ficar parada num mesmo lugar, por muito tempo “presa” a girar, até que saia de lá, com um empurrãozinho: uma chuva forte, um maré alta, algo que a faça despertar. Algumas vezes seus guias as faz andar para trás, contra seu fluxo, contra a força básica que a direciona…. mas cedo ou tarde ela volta a descer, a seguir seu rumo, cedo ou tarde ela alcança o mar, seu destino… Destino que nada, seu destino é seguir a navegar, girar rodopiar e então voar.

Seguindo essa dança, a água sempre tem seu lugar.

 

E as pedras, ali paradas. Paradas? Que nada! Estão ali nos olhando, só observando…

Se divertem com o ritmo, as vezes acelerado, as vezes calmo, com o descompasso compassado das águas. Mas estando ali, devagar sempre a mudar!

Se espremem umas com as outras, se apertam, as vezes de tanta pressão se transformam. Dilatam, contraem, se empilham, se moldam.

Devagar, devagar, sempre a mudar.

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Acariciando e apreciando as pedras.

 

 

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